O Programa de Controle do Tabagismo do Hospital Universitário está suspenso temporariamente até que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), responsável pela coordenação do programa em Alagoas, regularize o envio dos medicamentos usados por alguns pacientes para auxiliar no abandono do cigarro. O repasse desses medicamentos, mais especificamente o antidepressivo bupropiona, não vem ocorrendo de forma contínua desde o começo do ano.
Segundo explica a assistente social Betânia Fernandes, coordenadora do programa no hospital, a prioridade no tratamento é a abordagem cognitivo-comportamental (muito utilizada para tratar as dependências químicas); mas o tratamento medicamentoso é um apoio importante para o sucesso dessa metodologia, que é a base para parar de fumar. Na avaliação dos próprios pacientes, a falta da bupropiona compromete a eficácia do programa, pois desestimula o fumante que precisa desse reforço para largar a dependência da nicotina.
O Programa do HUPAA dispõe atualmente dos medicamentos nicotínicos, também chamados de Terapia de Reposição de Nicotina (TRN), que se apresentam nas formas de adesivo e goma de mascar, as únicas disponíveis no mercado brasileiro. Esses dois medicamentos promovem a liberação lenta de nicotina ao organismo, amenizando os efeitos da abstinência.
Pelo menos 50 pessoas aguardam a normalização do envio dos medicamentos pela Sesau para iniciar no HUPAA o tratamento contra o tabagismo. A notícia da suspensão do Programa pegou os fumantes inscritos de surpresa na manhã de ontem, quando seria realizada a primeira reunião do 9º grupo de trabalho. O Programa de Controle do Tabagismo no HUPAA atende a uma média de 100 pessoas por ano e faz parte das atividades preventivas contra o câncer, do Centro de Alta Complexidade em Oncologia do Hospital Universitário.



